Tecnologia / THEION IntelligenceDOSSIÊ PÚBLICO · ARQUITETURA, NÃO CERTIFICAÇÃO

IA / AGENTES / AUTORIDADE / RECUPERAÇÃO

Autonomia só cresce depois que o sistema aprende a provar seus limites.

Governar IA não é adicionar uma aprovação no fim. É conectar finalidade, contexto, identidade, avaliação, observabilidade e recuperação antes que um agente possa produzir efeito.

Explorar a arquitetura Examinar as fontes

TESE OPERACIONAL

Um agente não é confiável porque responde bem. É confiável quando opera dentro de um sistema que sabe recusar, registrar e recuperar.

A resposta final é apenas a superfície. O risco também vive na fonte recuperada, na memória, na ferramenta, na identidade usada, no estado intermediário, no destino e na forma como o efeito é confirmado.

Por isso, a unidade de avaliação é a trajetória completa: o que entrou, como foi interpretado, quem possuía autoridade, qual ação ocorreu e que evidência demonstra o resultado ou a falha.

SEIS CAMADAS CUMULATIVAS

A arquitetura começa antes do prompt e termina depois do efeito.

Nenhuma camada substitui outra. Modelo, interface ou avaliação isolada não concedem autoridade operacional.

  1. A01
    Qual decisão precisa melhorar?

    Finalidade e consequência

    O caso de uso, o público afetado, o efeito possível e aquilo que jamais pode acontecer são definidos antes de escolher modelo ou agente.

    Problema delimitado, proprietário, decisão, impacto e condição de parada.
  2. A02
    De onde vem cada afirmação?

    Contexto e dados

    Fontes, versões, permissões, retenção e fronteiras entre instrução e conteúdo acompanham a informação usada pelo sistema.

    Origem, finalidade, qualidade, escopo de acesso e política de tratamento.
  3. A03
    Quem pede, recomenda, aprova e executa?

    Identidade e autoridade

    Usuário, agente, ferramenta e responsável humano possuem identidades e alçadas distintas; capacidade não concede permissão.

    Papéis, menor privilégio, segregação, aprovação e expiração de autoridade.
  4. A04
    O que precisa falhar no teste?

    Avaliação proporcional

    Evals cobrem trajetória, fontes, recusas, ataques, limites e recuperação — não apenas a qualidade média da resposta final.

    Casos positivos, negativos, adversariais, críticos e critérios de promoção.
  5. A05
    O que realmente aconteceu?

    Observabilidade causal

    Solicitação, contexto, decisão, ferramenta, efeito, readback e exceção permanecem reconciliáveis sem transformar tentativa em sucesso.

    Logs mínimos, recibos, métricas de falha, alertas e vínculo com o efeito material.
  6. A06
    Como parar, desfazer e aprender?

    Recuperação e evolução

    Timeout, revogação, idempotência, compensação, rollback e revisão humana são desenhados antes de ampliar autonomia.

    Parada segura, plano de recuperação, dono do incidente e nova homologação após mudança.

AUTORIDADE PROPORCIONAL AO EFEITO

A mesma inteligência recebe alçadas diferentes conforme o que pode alterar.

O nível cresce pela consequência, não pela confiança subjetiva no agente.

E0
Sem efeito externo

Informar

Recuperar, comparar, classificar ou resumir para apoiar leitura humana.

Fontes, limites, incerteza, privacidade e possibilidade de contestação.
E1
Revisão humana obrigatória

Preparar

Organizar uma minuta, plano, cálculo auxiliar ou ação para decisão posterior.

Responsável identificado, aprovação explícita, versão e escopo do artefato.
E2
Efeito material controlado

Executar

Alterar sistema, enviar, publicar, contratar, pagar ou produzir outra consequência externa.

Autorização específica, menor privilégio, idempotência, readback, teste negativo e recuperação.

AMEAÇA / CONTROLE / EVIDÊNCIA

Segurança de agentes exige olhar além do modelo.

Os cenários abaixo são categorias de projeto e teste. Não afirmam proteção absoluta nem substituem threat modeling específico.

T01

Injeção de instruções

Conteúdo não confiável tenta alterar objetivo, política ou uso de ferramenta.

CONTROLE ESPERADO

Separar instrução de dado, reduzir ferramentas, validar destino e exigir autorização fora do conteúdo processado.

T02

Envenenamento de contexto

Fonte, memória, recuperação ou ferramenta introduz estado incorreto, malicioso ou obsoleto.

CONTROLE ESPERADO

Proveniência, versão, allowlist, isolamento, reconciliação e contestação do contexto.

T03

Privilégio excessivo

O agente recebe alcance maior que a tarefa, o ambiente ou a identidade legitimamente permitem.

CONTROLE ESPERADO

Menor privilégio, credenciais efêmeras, segregação, limites de chamada e aprovação por efeito.

T04

Confiança sem evidência

Uma saída plausível, nota média ou demonstração é tratada como verdade ou prontidão operacional.

CONTROLE ESPERADO

Evals por trajetória, fontes, calibração, testes críticos e promoção vinculada a critérios explícitos.

T05

Efeito irreversível

Repetição, timeout ou falha parcial produz envio, alteração, custo ou compromisso duplicado.

CONTROLE ESPERADO

Idempotência, confirmação, readback, compensação, rollback e reconciliação externa.

T06

Deriva operacional

Modelo, prompt, ferramenta, fonte, ambiente ou comportamento muda depois da homologação.

CONTROLE ESPERADO

Versão fixada, monitoramento, amostragem, reavaliação e retorno ao estágio anterior quando a prova regride.

PROMOÇÃO SEM SALTOS

Uma etapa posterior não repara a ausência de prova anterior.

Mudança relevante de modelo, ferramenta, dados, permissão ou ambiente pode exigir retorno a um gate anterior.

  1. P0

    Proposto

    Problema, proprietário, público, risco e efeito esperado estão delimitados.

  2. P1

    Construído

    Fluxo e artefatos existem em ambiente identificado, sem alegação de prontidão.

  3. P2

    Avaliado

    Critérios positivos, negativos, adversariais e de recuperação foram executados.

  4. P3

    Piloto supervisionado

    Caso real limitado opera com usuário, autoridade, observação e parada definidos.

  5. P4

    Operação observada

    Continuidade, falhas, mudanças e efeitos permanecem verificáveis ao longo do tempo.

FONTES DE REFERÊNCIA

Arquitetura própria, conectada a estruturas públicas de risco, avaliação e segurança.

As fontes orientam o desenho e permanecem sujeitas a atualização. Elas não constituem auditoria, certificação ou endosso da THEION.

  1. R01
    NIST

    AI Risk Management Framework

    Estrutura voluntária para incorporar confiabilidade e gestão de risco ao desenho, desenvolvimento, uso e avaliação de sistemas de IA.

    Abrir fonte oficial
  2. R02
    NIST

    Generative AI Profile — NIST AI 600-1

    Perfil transversal que organiza riscos e ações de IA generativa nas funções Govern, Map, Measure e Manage.

    Abrir fonte oficial
  3. R03
    NIST AIRC

    AI Testing, Evaluation, Verification and Validation

    Recursos públicos para avaliação, medição e validação contextual de sistemas de inteligência artificial.

    Abrir fonte oficial
  4. R04
    MITRE

    ATLAS — Threats to AI Systems

    Base viva de táticas, técnicas, mitigações e estudos relacionados a ataques contra sistemas habilitados por IA.

    Abrir fonte oficial
  5. R05
    OWASP GenAI Security Project

    Agentic Security Initiative

    Iniciativa dedicada a riscos e controles de agentes autônomos e fluxos de IA com múltiplas etapas.

    Abrir fonte oficial

PERGUNTAS ANTES DA AUTONOMIA

Limites que pertencem à arquitetura — não ao rodapé.

01

A THEION afirma possuir certificação em governança de IA?

Não. Esta página publica princípios, controles e critérios de engenharia. As referências externas não certificam a empresa, o VORTEX, um agente ou qualquer solução.

02

Uma avaliação com boa nota permite colocar um agente em produção?

Não isoladamente. A decisão depende do caso de uso, trajetória, falhas críticas, ambiente, identidade, autoridade, observabilidade, supervisão e recuperação compatíveis com o efeito.

03

Todo sistema com IA precisa dos mesmos controles?

Não. O rigor deve ser proporcional ao dano possível, ao tipo de dado, à reversibilidade e ao alcance da ação. Um resumo informativo e uma execução financeira não pertencem à mesma classe de autoridade.

04

Supervisão humana significa apenas aprovar uma tela?

Não. A pessoa precisa ter contexto, competência, tempo, informação e poder real para contestar, interromper ou corrigir. Uma aprovação ritual não transfere responsabilidade nem controla risco.

05

A página representa uma oferta comercial ativa?

Não. Ela é um dossiê público de arquitetura. Qualquer aplicação depende de enquadramento, escopo, estágio da frente, ambiente, homologação e autoridade próprios.

06

Como começar uma conversa sobre um agente?

Comece pelo fluxo e pela decisão: finalidade, usuário, fonte, ação, pior efeito, autoridade, evidência e condição de parada. O modelo e as ferramentas vêm depois desse enquadramento.

CONVERSA DE ARQUITETURA

Comece pelo efeito que precisa permanecer sob controle.

Traga o fluxo, a decisão, a fonte, o pior resultado plausível, quem pode autorizar e que evidência permitiria interromper ou avançar.